Eu sou do tipo que se ocupa com decepções, desse
tipo que precisa ir atrás até encontrar o que vai ferir, que fuça redes
sociais, lê conversas antigas que não teve coragem de apagar, desse
tipinho que fica olhando a foto dele e pensando “como pude perder…”, mas
falta tanto amor próprio que não consigo entender que quem perdeu foi
ele, que eu sempre me bastei, que eu sou mais importante, que agora eu
vou ser feliz, vou me valorizar. Eu me culpo e choro e pago de palhaça
pra platéia e choro mais um pouquinho…
Por que as coisas são desse jeito? Porque eu permito ser, e digo mais,
talvez ele nem seja tudo isso, mas já foi meu tudo, aí fico nessa,
enquanto não encontro ninguém que supere todas as boas lembranças, me
prendo ao que chegou mais perto da felicidade plena, ele.
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