sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Eu sou do tipo que se ocupa com decepções, desse tipo que precisa ir atrás até encontrar o que vai ferir, que fuça redes sociais, lê conversas antigas que não teve coragem de apagar, desse tipinho que fica olhando a foto dele e pensando “como pude perder…”, mas falta tanto amor próprio que não consigo entender que quem perdeu foi ele, que eu sempre me bastei, que eu sou mais importante, que agora eu vou ser feliz, vou me valorizar. Eu me culpo e choro e pago de palhaça pra platéia e choro mais um pouquinho…
Por que as coisas são desse jeito? Porque eu permito ser, e digo mais, talvez ele nem seja tudo isso, mas já foi meu tudo, aí fico nessa, enquanto não encontro ninguém que supere todas as boas lembranças, me prendo ao que chegou mais perto da felicidade plena, ele.

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